Janeiro 28, 2010

de novo?

um silêncio profundo. uma, duas, três, tantas mágoas escondidas atrás de um sorriso. a razão é incompreensível, as verdades são tão inaceitáveis quanto dor de saudade de quem já nos feriu. sentir-se um forasteiro dentro do próprio lar, um prisioneiro no próprio corpo. apelar para a fuga. não sentir-se capaz ou forte. sentir-se impotente e sem controle de si mesmo. afinal, de onde vem as lágrimas até chegarem aos olhos?

Janeiro 21, 2010

dreaming my dreams


"all the things you said to me today,
changed my perspective in every way
these things cause it mean so much to me
into my faith you and you're baby. it's out there...
if you want me i’ll be here. it's out there...
i’ll be dreaming my dreams with you
and there's no other place that i'd lay down my face
i'll be dreaming my dreams with you
it's out there... if you want me i'll be here
i'll be dreaming my dreams with you
and there's no other place that i'd lay down my face
i'll be dreaming my dreams with you."

Janeiro 19, 2010

sonhos não são de vidro


me encontrei perdida por algumas horas e uns tantos dias. me encontrei em paz com os olhos fechados, me levando para lugares que ainda não conheço. a alma está mais leve, o pensamento mais sensato e os planos cada vez mais cheios de amor, conquistas e etapas vencidas. me encontrei caminhando na rua em dias de chuva, deixando os pés úmidos e observando a vidraça ficar respingada. me encontrei ao sonhar com as possibilidades e não deixar que as lágrimas da normal imperfeição me convençam a desistir de lutar por algo que meu coração acredita.

Dezembro 30, 2009

LIFE IS SO DISAPPOINTING...

Novembro 28, 2009

reflexão



desse sonho você não faz parte. não fazem parte suas mãos, seu sorriso, seu abraço, seu cabelo, seu calor, sua personalidade, suas implicâncias, seus defeitos, suas qualidades, sua cabeça minúscula, sua ignorância incurável, seu orgulho triste não faz parte. nada que descreve você.

noto como sou egoísta em alguns momentos; toco na ferida que fiz no outro, pra saber o que ainda tem de minha autoria ali. depois, viro as costas e vou embora. é que é tão mais simples quando não preciso tentar me convencer de algo... obrigada! é, agradeço por ter me provado, mais uma vez, que não faz mais parte de mim, em nenhum sentido, em nenhum fragmento. talvez no passado, mas só lá.

posso ser chamada de ambiciosa, vazia, hipócrita... mas eu prefiro me chamar de sincera. e se a minha verdade muda de um dia para o outro, a culpa é de quem não me perguntou o que pensava, antes de chutar a bola. desculpa, mas desse sonho você não faz parte. e nunca fez.

Novembro 17, 2009

De ontem para hoje

Se, perder-se também é caminho, vou seguir. Já não compreendo tantas coisas, agora, parece que desaprendi as poucas que sabia. E vou desabafar...
Estou enojada das pessoas. É, nojo. Da indiferença, do orgulho próprio, da facilidade com a qual desmoronam e pisam em outras, como se fossem paralelepípedos. Cansei! Cansei de sonhar com o amanhã - que nunca chega - e com o amor reluzido em perfeição que irá me tirar da martirizada incerteza.
Não entendo por que reencontro pessoas que há mais de meses, sequer, ouvia falar. Não gosto de rever quem passou e ser cegada pela luz no sorriso, que não sou mais eu quem causa. É tão estranho abraçar um tronco que já esteve ao meu lado dormindo e acordando e vidrar em olhos que, o meu vestido branco, já apreciaram. Definitivamente, não gosto de reencontros. Me sinto frustrada, pra baixo. Me sinto usada, como um passado que foi bom ter vivido, mas já não faz mais sentido, porque, afinal, não faz parte do agora.
A cada dia me sinto mais perdida, sem esperanças. Hoje senti uma tranquilidade de cinco minutos; por cinco minutos eu pensei que não quero mais planejar nada. Porém, não quero deixar meus planos de lado e, tampouco, meus sonhos. Cada vez que vejo pessoas instáveis, as quais nunca sei se um "oi" pode lhes derrubar um membro do corpo, tenho vontade de vomitar. Me cumprimenta sempre ou nunca me vê. Essa coisa de cumprimentar quando tem vontade não é comigo. Dizem que isso é só aqui na cidade, não duvido.
Outra coisa, agora me encontro atolada em trabalhos e pendências que deixei de lado pra tentar crescer em outro aspecto. Não consigo me organizar, não consigo ser quem eu gostaria e, simplesmente, não aceito isso. Não aceito! Uns exigem tanto, outros não acreditam, poucos são os que sentam, conversam e tentam entende. Eu sou uma só! E sou madura, mas ainda tenho meus poucos 19 anos. Não quero deixar de lado minhas manhas e mimos da juventude, durante os 365 dias. Quero meus direitos, só às vezes. Custa? Não acho que seja um preço muito alto.
Sou mãe de todos os filhos que adotei, sou a estagiária que está construindo a profissional que sonha em ser. Cansei de intrometidos e incompetentes que se juram os primeiros. Se tempo fosse algo muito importante não haveria casamentos de 25 anos destruídos, novamente, pelos mesmos motivos, ressuscitados após os 15 de término. Algumas pessoas, apenas, não crescem. Pobre destes que vão ficar no tempo, pois a mudança é a única certeza da vida.

Novembro 03, 2009

Por onde (não) andei?


Não, não vem Nando Reis por aqui e, realmente, a letra não é bem assim. Mas, a pergunta fica. Retórica, mas perdura. Em dias de sol, andei. Em noites de lua cheia, andei. Na chuva, pulei. Perto do amor, estive. Com o amor, convivi. Gritando, andei. Em silêncio, dormi. Gargalhando, corri. Discursando, cresci. E andei. Andei por entre labirintos, comprei máscaras novas, joguei-as fora. Perdi o controle, encontrei novamente. Perdi, ganhei, sentei, chorei, ri, não entendi, compreendi, fingi que não vi, fiz-de-conta que não era comigo, parei de pensar, cansei de sentir. E agora, continuo andando. Pra frente.

Julho 20, 2009

que assim seja

que enfeites, com teu sorriso, o meu mundo
que tragas, nos teus olhos, brilho para iluminá-lo
que, quando eu quiser destruir o todo, tenhas força para segurar-me
que transbordes carinho enquanto, em teu colo, eu deitar
que tires de mim o que eu guardo em segredo, só para me arrancar risadas
que existas, não apenas em minha visão
que chegues com um abraço guardado no bolso
e que permaneças, não somente em minhas noites
não me queiras pela metade,
que nunca saberás qual de mim quiseste.

Junho 25, 2009

e você, quem é?

pensando, assim, friamente nem sei mais o que é ter saudades. mesmo. meu humor está como uma montanha-russa. às vezes a sinto, mas no tempo eu a deixo. não vale. ah, não vale mesmo! pequenos prazeres como vê-lo irritado, estagnado, triste tomam conta de mim. humor negro? é, talvez. porém, sinceramente, não tenho pensado nele. ele não é mais ele. ele é outro. outro que me proporcionou algumas risadas, muitas inconformidades. hoje, penso em quem ele foi. ah, como queria ter vivido a fase de quem ele era! tão diferente, com um sorriso tão puro. mas, não. depois do primeiro mês já o conheci pelo avesso. com os olhos vingativos e o sorriso, antes puro, então, irônico. sádico. não o quis tantas vezes... logo, o quis em excesso. fiquei viciada naquela droga. naquele. o problema é que ele também viveu minha fase difícil, vingativa e sádica. éramos dois monstros com entendimento carnal. os diálogos eram interessantes; era um bom ouvinte e, sempre, com algo a acrescentar. parecia entender. eu que não tinha muita vontade de sabê-lo. deveria ser o contrário, não? pois, é. acabou. acabou em desprezo. voltou com briga. acabou com beijo. acabou em humilhação. e, felizmente, acabou. hoje eu sei. me sinto preparada pra pensar nisso, nele, em nós. em lembrar. dele não sinto ódio - embora vê-lo tomar alguns tombos me deixe satisfeita, não sinto ódio. sinto só, piedade. que pareça clichê, mas como não sentir dó de alguém tão perdido? e que, ainda, julga-se tão sábio. é. pronunciar seu nome não me faz mal, mas preservar-lhe a identidade é o que melhor posso fazer. não há orgulho nenhum em dizê-lo, em mim. fomos duas crianças agindo como adultos. brinquei de não amá-lo, ele brincou de me amar. eu brinquei no início, ele brincou no final. estou tão pronta, tão curada, tão... bem. felicidade, que bom ter voltado!